terça-feira, 8 de abril de 2014

O Diário de Anne Frank - Resenha

Assim como comecei o blog com a resenha de um livro anterior, vamos começar a semana com outro livro. Um dos meus preferidos! Sempre tive vontade de fazer isso sobre essa história, é extremamente tocante e ótimo, faz refletir muitas vezes, do começo ao fim.


"Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda." 12 de Junho de 1942

Anne Frank, uma menina judia se torna autora de um dos diários mais famosos deste século. Ela começa escrever no dia 14 de junho de 1942, após alguns dias do seu aniversário de 13 anos no dia 12. E a última vez que escreveu foi no dia 1 de agosto de 1944. No inicio da leitura, Anne leva sua vida livre (nem tão livre) e tranquila, até que descobre que as coisas não serão mais assim. Após a invasão dos nazistas alemães em seu país precisa urgentemente se mudar para um esconderijo onde possa viver até que tudo se resolva com o fim da guerra.

No lugar batizado por Anne como "Anexo Secreto" precisa dividir o local com 8 pessoas durante mais ou menos três anos, com sua família, sua mãe, seu pai e sua irmã. Com a família Vann dan, mãe, pai e filho. Este último, com o passar do tempo se torna o melhor amigo de Anne e seu novo amor. E mais um dentista muito aproveitador. Tiveram que conviver com suas diferenças, o que não deu muito certo. Principalmente na relação entre Anne e sua mãe.

Anne amadurece drasticamente quase que de uma hora para outra, sua única fonte de conforto se torna seu diário, onde pode desabafar e confiar plenamente sem medo algum. É muito inspirador sua vontade de ler livros que lhe aumentassem o conhecimento. A menina mesmo diante das dificuldades não deixou de viver como uma adolescente de qualquer tempo e lugar, com seus conflitos e problemas ainda maiores na sua situação atual, não perdeu a esperança pela vida e por dias melhores. Esperava o dia que pudesse sair livremente e seguisse seu sonho na carreira de jornalista.
Registrando admiravelmente seus dias naquele lugar, escrever era um dos melhores passatempo, já que estava a tanto tempo sem sair nas ruas, sem ver o céu ou o mar. Sendo muito angustiante para todos. Infelizmente seu sonho não pôde se tornar realidade e nem dos demais que moravam lá. Faltando pouco tempo para a guerra acabar, são descobertos e conduzidos para os campos de concentração. O único a sobreviver a pior parte do pesadelo é Otto Frank, o pai de Anne.

Deduzindo que alguém os delatou, Otto perde seus companheiros e mais tarde volta ao anexo já com o fim da guerra e tudo o que lhe resta são lembranças. Encontra o diário de sua filha e realiza sua vontade de pública-lo como ela escrevera. O livro tem um final que não é surpreendente, mas não deixa nada a desejar. Aumenta a curiosidade de saber o que houve nos dias finais de cada integrante do anexo.

É assim um livro muito bom mesmo, havendo vários aspectos para discuti-lo. É admirável a força de vontade para viver, um estímulo essencial. A autora não mediu esforços para fazer o melhor em sua vida enquanto teve oportunidade, eu a considero um exemplo. Anne é uma heroína, pois salva em todos os melhores sentimentos possíveis e ressalta o valor da vida e de tudo que nos cerca.

Então, é isso, espero que tenham gostado!






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